Das duas, uma
Ou estou pesquisando demais sobre remédios ou estou vendo muita TV, porque entrei no site do Trileptal e dei de cara com a foto de um homem que parece o Chief de Grey’s Anatomy.
Confiram vocês.
Add comment July 9, 2008
Escancarando
São 04:30 da manhã de um dia em que fiquei vendo um jogo de futebol que durou umas três horas, mas finalmente olho para a monografia e vejo um trabalho legal. A introdução é a coisa mais poética ever, e resolvi compartilhar o que falta:
O paradoxo: Seinfeld versus Intertextualidade
Como uma serie supostamente tão original pode ser tão intertextual, já que a intertextualidade é vista como uma grande repetição e não inovação? Como ser inovador fazendo referências? (desenvolver)
Exemplos gerais de intertextualidade em Seinfeld
Citar (e justificar) aqui todos os pontos intertextuais suficientemente interessantes encontrados na série – todos listados em decupagem.doc, inclusive a comparação Woody/George. Não esquecer do episódio do tribunal que faz referência às luvas do OJ Simpson; lembrar de citar o J. Peterman (caso interessantíssimo de intertextualidade)
Metalinguagem: o episódio piloto
Definir metalinguagem; mostrar como os episódios acerca do piloto que Jerry e George apresentam à NBC são a verdadeira “cópia” do que ocorreu com Jerry e Larry David; mostrar os aspectos comuns de George e Larry (usar o making of como suporte).
Season-finale: um mar de referências internas
Explicar o que alguns teóricos chamam de intratextualidade (referências internas); explicar como o episódio final (e alguns episódios ao longo da série inteira) se torna mais interessante/engraçado para quem conhece todos os personagens que apareceram, ou seja, para quem já tem as referências; citar a referência que esse episódio faz ao “Entre Quatro Paredes” (Sartre); não esquecer da cereja do bolo: o nome do juiz é Art Vandelay.
Agora vai.
Add comment July 3, 2008
El Chavo del 8
Final da Libertadores. Fluminense acabou de tomar um gol, mas esse não é o maior dos problemas. Em vez de pensar fixamente que a diferença agora aumentou para 3 gols, eu penso fixamente que o sobrenome do jogador da LDU que fez o gol é o mesmo do ator que fazia o papel do Chaves.
Acabou o jogo pra mim.
Add comment July 3, 2008
O show tem que continuar
Hoje é meu último dia no trabalho, e ontem teve uma confraternização na casa do coleguinha que foi embora na sexta. Dia de Domino’s em dobro, despedida em dobro, essas coisas.
Eu não estava dando a mínima para esta notícia até ontem, já que estava sem confraternizar em ambientes com álcool desde antes da Lei Seca entrar em vigor. Algumas pessoas me abordaram para comentar sobre o assunto, mas eu estava completamente flutuando dentro da minha própria mente nos últimos dias, então não tinha parado para ler direito nada que não fosse sobre intertextualidade, metalinguagem, Seinfeld ou como fazer para curar um pé na bunda.
Ontem, entretando, eu pude ver empiricamente o efeito da nova lei: tinham quase 20 pessoas na minha festinha, e apenas UMA, eu disse UMA, foi de carro. Não tinha parado para pensar que ela tinha ido de carro porque não bebia - então a lei não faz diferença no comportamento dela -, mas todas as outras pessoas saíram de táxi. Eu saí de táxi porque é de táxi que eu sempre saio, já que minha carteira está vencida e eu ainda não renovei - e, bom, porque eu costumo beber em níveis suficientemente altos para violar a lei anterior, imagina essa. Mas nada nessa lei é mais interessante do que a conseqüência: minha former co-worker estava me explicando que, por conta da Lei Seca, as pessoas estão buscando outros psicotrópicos por aí. E por outros psicotrópicos entenda aquele ilegal, o mais popular de todos, cujo nome não citarei para não atrair, por engano, pessoas que buscam outras informações.
Não é sensacional? Corta-se o álcool, encontra-se qualquer outro depressor do SNC para não acabar com a festa.
Update: Lei Seca no trânsito aumenta a venda de bafômetros na internet. Só de bafômetros, tem certeza? E de, uh, suruma - em homenagem aos amigos Moçambicanos, divulgando o vasto vocabulário da Língua Portuguesa -, não aumentou não?
Add comment July 2, 2008
Ainda sobre a saga
Pensei em ministrar palestras de lógica por aí usando a história sobre os correios como um case:
- Estudo de caso: lógica aplicada na ECT
Se eu tivesse títulos que respaldassem qualquer bobagem que eu digo, aposto que o mundo compraria essa fácil, fácil.
Add comment July 1, 2008
A grande saga: Renata versus CDD Humaitá
Não há melhor forma de começar seu milésimo blog: conseguir uma história interessante. Nada, nos últimos tempos, foi mais interessante do que a minha saga - ok, estou exagerando pra criar impacto, não chega a ser uma saga ainda - com os correios. Não há fim de namoro, mudança de emprego, desemprego, entrega de monografia ou qualquer coisa parecida que supere a história de hoje.
Comprei um Memory Stick para a minha câmera, que sobrevivia desde o natal de 2004 com míseros 32mb. Como estou numa vibe de gravar vídeos, resolvi comprar um de 4gb. Comprei e pedi entrega via SEDEX que, no site dos correios, consta como entregue no meu endereço no dia 25 de junho.
A primeira coisa que fiz foi vasculhar o prédio, que tem 938590345348509385098 apartamentos. Acionei porteiros, zeladores, síndico e nada do meu SEDEX. Ok. Como só vi no fim de semana, tive que esperar hoje para ligar para a CDD - Central de Distribuição Domiciliar - do Humaitá, que é de onde partiu minha entrega.
A primeira parte da saga consiste em conseguir o telefone deles. O site dos correios só reconhece uma agência no Humaitá, a que fica na Macedo Sobrinho. Great. O 0800 dos correios não está funcionando, como o próprio site avisa, embora não disponibilize o telefone da CDD Humaitá na tabela. Busquei a Central Oficial dos Losers, o 102, que me deu um telefone qualquer dos correios que me passou pra outro, que me passou pra outro, que me passou pra outro, até que consegui o telefone da CDD. YAY, right?
No.
Atendeu um senhor meio capiau, mas de (aparente) boa vontade. Expliquei pra ele a situação: quando coloco o número de rastreio do meu SEDEX no site dos correios, ele está como entregue, mas os porteiros clamam que não receberam. Ele me pediu o número de rastreio e pediu que eu ligasse em 10 minutos procurando por um tal Leonardo (acordei com a capacidade cognitiva boa, porque eu nunca lembro dos nomes das criaturas que falam comigo no telefone).
Fui tomar um café, esperei um pouquinho e tornei a ligar, dessa vez chamando pelo tal Leonardo. Expliquei para ele a situação também. O que eu queria, simplesmente, era ter acesso ao protocolo de recebimento - eu acredito muito na capacidade humana de criar um protocolo - , simplesmente para saber qual porteiro culpar e quais medidas tomar. Meu problema, até então, não era com os correios. Até minha mãe falou que “ah, às vezes tá como entregue mas nem entregaram”, mas eu tinha certeza de que era problema no recebimento.
O moço chamado Leonardo me falou que essa informação era sigilosa, que não podia divulgar o nome da pessoa que recebeu e que eu só conseguiria isso abrindo um pedido de reclamação na central dos correios. Ao mesmo tempo que eu pensava “sigilosa pra quem, cara pálida, se eu sou a dona da mercadoria perdida?”, já avisei que sabia que o 0800 dos correios não estava funcionando e pedi uma alternativa. Ele me deu um outro telefone, que nada mais é que um telefone que REDIRECIONA você para o 0800 dos correios. Sabem cartão de crédito? 4001 nas capitais e 0800 nas demais regiões? Algo similar.
Liguei de novo, e foi o mesmo moço capiau que atendeu. Ele explicou para o tal Leonardo a situação e o tal Leonardo falou que já tinha me dado o telefone, e eu expliquei que nada mais era do que um 0800 disfarçado. Foi aí que tudo começou. Um espírito de racionalidade baixou em mim e eu comecei a argumentar com o capiau, que logo se revelou uma pessoa agressiva que não me deixava terminar frases. Expliquei a história novamente, dessa vez como se eu estivesse explicando para uma criança:
- Quando o carteiro entrega um SEDEX em um prédio, o porteiro que recebe assina um protocolo, certo? O que eu queria saber, então, é para que serve esse protocolo se a pessoa que tem a mercadoria desaparecida não pode ter acesso a ele. (meu grande problema nessas horas é que eu falo com voz de deboche, mas quem está do lado acha super engraçado)
- Senhora, - qual o seu nome?
- Renata.
- Então, senhora Renata, o que estamos falando é que a informação é sigilosa e não podemos divulgar, você tem que falar com o 0800 dos correios, ou então pelo site.
- Não, essa parte eu entendi. Eu só queria que você me explicasse qual a lógica de existir um protocolo se eu não posso ter acesso a ele em uma hora dessas. Eu só quero saber quem culpar aqui no prédio. Meu problema não era com vocês, mas vocês estão dificultando a minha vida, então acho que meu problema passa a ser com vocês agora.
- Só estamos seguindo ordens.
- Entendi. Ordens de quem? Quem é o superior a quem vocês respondem, porque eu gostaria de falar com ele que essa regra criada não faz o menor sentido. Se ele conseguir explicar o sentido pra mim, ainda que não resolva o meu problema agora, eu fico menos aflita.
- Nós vamos resolver seu problema.
- Não, não vão. Eu vou desligar o telefone agora e você nunca mais vai saber de mim, não adianta falar que vai resolver, porque não vai.
- Me dá seu telefone, então.
(dei o telefone, descrente, por desencargo de consciência. pedi mais uma vez que ele me explicasse a racionalidade da existência de um protocolo que precisa ficar em sigilo (!), até que ele se cansou e chamou o carteiro)
- (gritando) Severiiiiino! O endereço XYZ ali em Botafogo, quem recebe?
- (Severino, do outro lado) O fulano.
- É o fulano, o porteiro daí.
Agradeci e desliguei, já sabendo que a saga só estava começando. A começar, meu prédio tem muitos porteiros. Ele falou o nome de um deles, sim, mas como posso ter certeza? O carteiro simplesmente pode ter falado o nome de um por conhecê-lo, para se livrar da mulher chata do outro lado da linha. Como posso culpar meu porteiro sem ver se foi ele mesmo que assinou? Como posso ter certeza que a mercadoria foi mesmo entregue? Como não achar que o carteiro pode ter uma Sony W1 ou qualquer câmera compatível com meu Memory Stick? São tantas perguntas.
Uma coisa é certa: minha briga, que no sábado se deu aqui no prédio, hoje tomou proporções bem maiores que as desejáveis. Entretanto, convenhamos: finalmente consegui material interessante para (re)começar um blog.
8 comments June 30, 2008
